sábado, julho 31, 2010

Saturday

Noto que ele estava com um olhar focado no nada, e a boca contraída...
- Em que você está pensando? - pergunto olhando-o nos olhos, agora, focados em mim.
- Estava me perguntando, onde você estava esse tempo todo - ele responde me olhando, com os lábios quase tocando os meus.
- Estava te esperando - com um pequeno beijo respondo, e sorrio de canto.
- No meio do caminho - ele diz retribuindo o pequeno e significativo beijo.
- Exatamente no meio do caminho - falo acariciando seu rosto, e deito minha cabeça em seu peito.
Ficamos ali encostados na cama por um bom tempo, entre beijos e pequenos diálogos; e foi em um daqueles momentos que percebi que estávamos no lugar certo, você em minha vida e eu na sua.

sexta-feira, julho 30, 2010

It is time

Ontem estava uma noite bonita na pracinha dobrando a esquina de casa. Eu tenho uma amiga que é tão morena e bonita e brilha. E quando percebi, estava agarrado ao seu cabelo grande, perguntando dez vezes por segundo, como já fiz tantas outras vezes: e se eu não puder, de novo? Quando eu vou poder? Será que um dia… 
E ela, com mil anos a menos de perguntas do que eu, me disse como quem diz “então vou indo”. Ela disse: goste menos. Por favor, já está na hora, goste menos. 
E então foi devolvida ao seu carro. Sobrou o meu lá no fim da pracinha. Estava tudo tão iluminado na volta pra casa. Estava um silêncio de todo mundo e então não dava aquele oco no meio da cabeça. Estava um friozinho de condomínio de crianças que se penduram protegidas. E eu me ensinando, me encaixando, me acomodando. Só dessa vez, goste menos. Já está na hora. Menos. Por favor. Já está na hora...

quarta-feira, julho 28, 2010

segunda-feira, julho 26, 2010

Silence

- Fale alguma coisa. - você diz.
- Você é sempre assim, tão quieto? - você pergunta.
Bom, digo que é a hora de certos esclarecimentos, hora de botar tudo para fora, acabar com o silêncio. Muita coisa para ser dita, e poucas palavras para descrever.
Sabe quando fico quieto, não se preocupe, meu pensamento está logo ali, e não em outro lugar. Quando fico te olhando, não estou analisando e sim apenas esperando o momento que os nossos olhares se encontrem e você consiga absorver exatamente tudo que está passando em minha mente, assim, sem trabalho algum. Ai, quem sabe, você iria entender o por que do silêncio, da 'distância'. Iria perceber o quão apavorado eu fico, o tanto de medo que eu tenho.
Talvez não aparente , mas, as vezes não passo de um pequeno menino assustado aqui dentro; um menino que tem medo de ser 'quebrado' novamente; um menino que não terá força suficiente para se levantar se mais uma vez cair. Então entenda que a solução que esse pequeno e frágil garoto encontra para se proteger é um certo 'anulamento'. Está ali lutando bravamente contra certos sentimentos que se dizem fortes; os quais um dia já tivera e perdera tão facilmente; Ali no fundo ele se cala, e espera, espera para ter a certeza de que é seguro 'sair novamente', para que ele possa se mostrar por completo e não só superficialmente, pois podes ter certeza, que ele é muito mais, muito mais que poucas palavras.
E te peço que não penses que és o 'problema', também estou aqui, também faço parte. Mas sabe aquele medo?! Ele de certo modo, com o passar do tempo, está diminuindo; com cada encontro de olhar e cada carícia feita, ele um dia se dissipará por completo.
A cada conversa futura mencionada, não penso o pior, apenas penso "Isso, vamos conversar por favor. O menino aqui dentro é um ótimo ouvinte e tem tanta coisa para te falar." Então querido, não se preocupe com os silêncios, eles são para o bem daquele menino assustado; preocupas-te, talvez, com as palavras ditas, pois estas, nunca serão ditas em vão. Que seja doce querido, que seja doce.

sábado, julho 24, 2010

"Porque chega uma hora em que você tem que escolher a vida. Eu talvez não saiba bem ainda o que isso significa, mas é claro, para mim que a hora desta escolha é agora, está acontecendo."

The night

Ali, foi ali que percebi; entre aqueles lábios contraídos e aquele olhar meio vago com pensamentos frutíferos, eu entendi... pela primeira vez eu entendi que pertencia ali, a tudo...

quinta-feira, julho 22, 2010

How we call it, anyway?

Como é mesmo aquela palavra? Aquela palavra sabe...? Faz tanto tempo que não sinto que até me desacostumei, odeio esquecer. Na verdade já fazia um bom tempo que nada sentia. Mas fiquei me perguntando em certa parte da tarde hoje, o que você estaria fazendo, onde estaria, e se talvez estivesse se fazendo as mesmas pequenas perguntas.
Ah... "c", não, não era com "c"... enfim, eventualmente me lembrarei.
Fiquei relembrando e, ri, ri de como seu "mau humor" me entrete, de como sempre vens me falar qualquer coisa, por mínima que seja; de como seus amigos (agora meus também) são especiais.
Claro, como pude me esquecer... Saudade, era isso que estava sentindo, uma simples saudade aqui dentro.

*Only Exception

Quando eu era jovem
Eu vi minha mãe chorar
E amaldiçoei o vento
Ela partiu seu próprio coração
E eu assisti enquanto ela tentava o recompor

E a minha mãe jurou que
Ela nunca mais se deixaria esquecer
E foi nesse dia que eu prometi
Que eu nunca cantaria sobre amor
Se ele não existia

Mas querido,
Você é a única exceção

Talvez eu saiba, em algum lugar
No fundo da alma
Que o amor nunca dura
E temos que arranjar outros meios
De seguir em frente sozinhos
Ou ficar com uma cara séria

E eu sempre vivi assim
Mantendo uma distância confortável
Até agora
Eu tinha jurado a mim mesmo que eu estava contente
Com a solidão

Porque nada disso algum dia valeu o risco, mas
Mas você é a única exceção

Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção
Você é a única exceção

E eu estou a caminho de acreditar.
Oh, e eu estou a caminho de acreditar.

quarta-feira, julho 21, 2010

*Dialogo

(...)Ele evidentemente não gostou da minha tentativa de fazer humor.
- Bom, de qualquer modo, há muito com que se preocupar, mas no final tudo vale a pena.
Ele assentiu de má vontade e eu sabia que ele não concordava comigo em nada.
Estiquei o pescoço para sussurrar em seu ouvido, pousando a bochecha em sua pele quente.
- Sabe que amo você.
- Eu sei - sussurrou ele, o braço apertando automaticamente minha cintura. - Sabe o quanto eu queria que isso fosse o suficiente.
- Sim.
- Sempre estarei esperando - prometeu ele, num tom mais leve e afrouxando o braço. Afastei-me com uma sensação melancólica, sentindo aquilo me dilacerando ali ao lado dele. - Você sempre terá esta segunda opção se quiser.
Fiz um esforço para sorrir, e repeti novamente.
- Te amo.
Ele com seu sorriso de canto, meio tímido, meio complicado, meio... dele, falou. - Eu gostaria de ser o suficiente, só isso. - Permaneceu com seu sorriso e andou mata adentro sumindo na escuridão.

domingo, julho 18, 2010

Us

São dias como hoje que me fazem pensar, e é engraçado, por que até hoje eu não sei exatamente se o meu “pensar” é bom, saudável, por assim dizer. Diante de tais circunstancias, para mim, é inevitável não pensar em tudo, tudo. Não estava brincando quando mencionei minhas neuras, sim, elas existem.
Mas fora meus devaneios de domingo, já fazia um longo tempo que não me sentia, assim, feliz. Tudo finalmente está indo para seu devido lugar, minha vida novamente começou a tomar seu rumo. Atrevo-me a dizer que foi no exato momento após que vislumbrei aquele olhar, aqueles olhos castanhos completamente concentrados e aquele sorriso luminoso, mas, tímido. E aqui estamos depois de tantos tropeços e buracos sem fundo, nos apoiando um no outro; tocando a vida e sendo felizes, me atrevo a dizer novamente, uma vez mais. Nos conhecemos, eu sei... e você também sabe.

sábado, julho 17, 2010

Star

Acabo de chegar em casa e ver tudo diferente. Ainda estou fechando os olhos e tentando encontrar a parte mais quente das suas mãos. Ainda estou com este riso bobo na cara, matando a saudade de ter quinze anos e uma vida linda pela frente. Pode ser mesmo que isso passe, pode ser que amanhã eu acorde e você tenha ido embora. Ainda assim, ainda que amanhã chegue para estragar tudo, poder chegar em casa e ver tudo diferente já são milhões de quilômetros rodados. Zilhões. Você não sabe, nem sonha, mas você acaba de zerar minha vida. Minha vida era acordar todos os dias e sentir aquele gosto ruim na boca. Minha vida era vestir a armadura e relembrar com dor pela milésima vez todos os últimos podres de todas as pessoas podres que passaram ultimamente pela minha vida. Você acaba de zerar tudo. Com a parte mais quente das suas mãos, com o seu jeito de se desculpar por falar demais e balançar os pés, você acaba de me salvar. Este texto é pra te falar uma coisa boba. É pra te pedir que não tenha medo de mim. Sabe esses textos que eu publico aqui? Sabe esses textos falando que eu sei disso e sei daquilo? Eu não sei de nada. Eu só queria ser salvo das pedras, eu só queria aprender a pegar carona nas ondas. Eu só queria que isso que eu tô sentindo agora durasse mais. Eu só queria poder chegar em casa e ver tudo diferente. Ver tudo bonito. Ver tudo como de fato é. E você salvou tudo. O mundo está lindo. Não tenha medo de mim. Eu só queria que esta minha vontade de perdoar o mundo durasse. E você salvou meu dia, minha semana. E salvar meu dia já são zilhões de quilômetros. Não tenha medo deste texto. Não tenha medo da quantidade absurda de carinho que eu quero te fazer. Nem de eu ser assim e falar tudo na lata. Nem de eu não fazer charme quando simplesmente não tem como fazer. Nem de eu te beijar como se a gente tivesse acabado de descobrir o beijo. Nem de eu ter ido dormir com dor na alma o fim de semana inteiro por não saber o quanto posso te tocar. Não tenha medo de eu ser assim tão agora. Nem desse meu agora ser do tamanho do mundo. Eu estou tão cansado de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo para ter tempo para você. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão "modernos", sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para ter tempo. Você tem. Todo. Talvez você pense que não merece este texto. Há quanto tempo mesmo você me conhece? Algumas semanas? Mas você merece sim. Hoje, depois de muito tempo, eu acordei e não me olhei no espelho. Eu não precisei confirmar se eu era eu. Eu acordei tendo certeza. Não tenha medo. Eu sou só um menino bobo com medo da vida. Mas hoje eu não tenho medo de nada, eu apenas fecho os olhos e lembro de você falando. Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperto pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo um idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o SecondHand Serenate, com o Bob Dylan. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo. E eu só vejo você me "ensinando a dar estrela". Eu só vejo você enchendo minha vida de estrelas. Se você puder, não tenha medo. Eu sou só um menino que voltou a ver estrelas. E que repete, sem medo e sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo. Estrela, estrela, estrela. Zilhões de vezes.

True

Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana e tira as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meio bomba. E espera impaciente ser salvo por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinho por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser bom, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim? Dá, eu digo, especialmente agora.

quinta-feira, julho 15, 2010

Less

Só preciso de certa segurança.
Só preciso de tempo.
Só preciso de mais, talvez mais do que possa aguentar.
Só preciso de uma xicára de café bem quente para me sentir mais confortável.
Só preciso de dias como aqueles.
Só preciso de demostrações para não criar aquelas neuras que sempre tive, e infelismente sempre terei.
Só preciso pedir menos, 'menos' digo para mim, apenas menos.

segunda-feira, julho 12, 2010

Memories

Assisti certo filme que me fez realmente refletir. Afinal quem nunca desejou apertar o “delete” em certas lembranças, histórias... enfim. E me peguei em uma discussão; gostaria de “apagar” alguma coisa? Mas por que “apagaria”, se com o passado me tornei o que sou hoje?! Mas e a dor, as lágrimas e os textos?! Crescimento. Amadureci com os ‘erros’ e a dor, não quero tirar isso, a evolução... estaria me renegando, não seria justo, não para mim. Preciso do meu passado para saber o que esperar do futuro. Por que tudo que passou era para acontecer e ponto. Aceite.

PS: O filme é “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (2004).

domingo, julho 11, 2010

Old School

(...) Sim, me acostumei com minhas próprias neuras. Com o devido tempo e situações, sei que esse desconforto irá passar, não me preocupo, mesmo; Só tenho medo de não ser completo, total, suficiente... enfim. Juro que tenho coração, mas por conseqüência do tempo, pode estar um pouco enrijecido, saturado de armagaduras. Mas prometi deixá-lo amolecer um pouco, mais uma vez, com a certeza de que será diferente, que conseguirei desta vez. Chega de vazios e textos altruístas. Sei o que quero, sendo bom ou não.
Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Necessito de um cigarro, por favor.

sexta-feira, julho 09, 2010

"Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero te rasgar inteiro. Mas apenas te dou um beijinho no rosto. Preciso me comportar!"
"Imprinting"?

quinta-feira, julho 08, 2010

Implicit

Implicito, é no que se resume. Não precisamos de certas atitudes para saber o que queremos, para termos certeza do que sentimos, é isso e sabemos, ponto. Tenho uma história um tanto engraçada, e de certa forma "louca", sobre... saber, sabia antes mesmo de realmente te conhecer, sério, mas ei... isso é história para uma outra hora, pessoalmente quem sabe.

quarta-feira, julho 07, 2010

segunda-feira, julho 05, 2010

Gray Swaeter

Algo me carrega pra perto, um algo infinitamente pequeno e solitário frente ao imenso e diversificado que carrego em relação a tudo. Isso, de estar por perto e poder ver, sempre me gela o coração e seca a boca, o que é uma besteira pois sem dramas ou dúvidas externadas seguimos.

domingo, julho 04, 2010

Zombie

Eu não estou escutando , estou vagando direto através da resistência sem propósito ou direção porque no fim estamos todos vivos. Há "dois mil anos" eu estou acordado aguardando o dia agitar.
Outra vez querem que eu caia de cabeça, eu não sou mais aquele "garoto". Soprem a fumaça direto para fora dos "tubos", beije suavemente... onde estava mesmo? Estou perdido no tempo!
E há "dois mil anos" eu estou acordado aguardando o dia agitar...

2 am

Questões... várias na verdade. Provavelmente foi o acordar cedo, depois de uma longa e divertida noite, a força exagerada de raciocinio(?) para prova, ou quem sabe o simples fato de palavras... sei que palavras tem um efeito bem grande em mim, imagine frases...
Fico repetindo para mim mesmo: "Não estraga, não estraga, não estraga..."

sábado, julho 03, 2010

"Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu."

sexta-feira, julho 02, 2010

Such a wasted of perfume, time, pretty clothes, such wasted of imagination... hopes. But that's ok... let's just keep that to later, right?! : )

Wake Up.

Acordei relativamente cedo hoje, sem motivo aparente. Eram 8:15 e eu despertei. Sono? Por algum motivo, ainda não aparente, não consegui mais fechar os olhos e como de costume para distrair (ou simplesmente tirar alguns pensamentos da superficie) aqui estou eu escrevendo. Mas definitivamente com o pensamento a algumas quadras daqui. Ah sim, que falta de educação... Bom Dia sunshine, let's take a coffe please.

quinta-feira, julho 01, 2010

Não a palavras para traduzir? Ou simplesmente não a palavras? Mas afinal quem precisa delas, quando se tem o olhar, o sorriso e a névoa lá fora.

LookBook.nu

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