segunda-feira, outubro 25, 2010

Just fine

No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Ses

Teu cheiro, teu jeito, teu medo! Te escuto, aprendo. Discuto e retorno aos seus olhos me perdendo novamente na ternura que sinto, apenas pelo fato de olhar. Desafiando a razão, uso e abuso do coração.

Pas de retour

Eu calaria a boca de todos que levaram minha luz e me deixaram na escuridão. Melhor: eu cegaria os olhos desses com uma luz que eles não seriam capazes nem de chegar perto.
Dos amigos que sempre tiveram medo da minha verdade, quando deveriam, na verdade, ter medo da mentira que faz o mundo parecer tão fácil de se viver. E os faz parecer tão incríveis e eu tão estranho. Olha lá ele. Eles diriam. Quem é ele? Não parece mais ele. O cabelo tomou jeito. O pé não cai mais para dentro. O bumbum arrebitou. A voz ta diferente e deixa tudo no mistério. Ele não se escancara mais. E assim eu voltaria. Sem precisar de ninguém, sem precisar de ombros, das mãos, da aceitação e das respostas de ninguém.
Eu prometi voltar queridos. Acordei todos os dias caminhando para essa volta. Me esfreguei no banho prometendo, esperando o dia em que eu trocaria de pele e sairia voando. Ouvi músicas e vi filmes de vitória, sonhando com o dia. Decorei falas, roupas, olhares, cheiros. Mas, infelizmente, isso nunca vai acontecer. Quanto mais eu me aproximo do que seria a minha volta, mais longe eu estou de querer voltar. Quanto mais eu me recupero do que doeu tanto, menos vontade eu tenho de causar dor em alguém. Esse desejo incontrolável de voltar é apenas a vida me dizendo para andar pra frente e não voltar nunca mais.

domingo, outubro 17, 2010

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano... Não são muitos, - Pensarás com alívio.

sábado, outubro 16, 2010

and I have this things I'll never say...
Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados.
Alguns, sim - nós, não.
“Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez.”

sábado, outubro 09, 2010

Infância

O dia em que nos éramos 3, ele, ela e eu. Ele me empurrava forte no balanço do parque, minhas costas, meu coração batendo lento, minhas mãos assimilando todas as ferrugens, todos o choros, todos os tombos, todos os nossos joelhos para sempre ralados, nossos cabelos grudando na testa, todas as estrelas grudadas no teto, infância, nossas bocas sorrindo até o fim como o que ficou para trás, como o que nunca será redescoberto, como o que nunca mais voltará a ser três.

terça-feira, outubro 05, 2010






"Qual é a única coisa que você sempre sonhou em fazer antes de morrer?"

segunda-feira, outubro 04, 2010

Vivre comme la première fois

Agora só somo ao invés de substituir e viver ao invés de escrever.


: )

Ces choses

Algo me carrega pra perto, um algo infinitamente pequeno e solitário frente ao imenso e diversificado que carrego em relação a tudo. Isso, de estar por perto e poder ver, sempre me gela o coração e seca a boca, o que é uma besteira pois sem dramas ou dúvidas externadas seguimos.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Ces lignes

É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
E fazendo isso, eu só consigo gostar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.
E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E "deus" escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.


Terre infinie

"Até o topo, até o céu, atolada, tô por aqui comigo. Cansada do meu vício de organizar tudo o que sou e de não deixar espaço para o novo, para o que eu poderia ser, para o que eu nem sei que é.
Queria agora que uma asa rasgasse as minhas costas porque, mais do que sentir a dor da liberdade, preciso não ter sexo, nem nome, nem tempo e nem casa. Preciso enxergar e sobrevoar o mundo sem ser eu, para que ser eu não seja este mundo tão pequeno e apavorado. Preciso ser qualquer coisa que eu não saiba.
Quero me chacoalhar e implodir essa rolha que me prende em mim, e me espalhar pelas terras, e banhar bostas, e acolher vermes, e alimentar tudo o que é rasteiro, tudo o que é pequeno, tudo o que não é, tudo o que é chão."

LookBook.nu

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