terça-feira, maio 31, 2011

Mean

Someday, I'll be living in a big 'o city,
And all you're ever gonna be is mean.
Someday, I'll be big enough so you can't hit me,
And all you're ever gonna be is mean.
Why you gotta be so mean?

quarta-feira, maio 04, 2011

Deep

Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.

Take it all

Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.

domingo, abril 17, 2011

Um pequeno homem uma vez me disse

A man of words and not of deeds is like a garden full of weeds.
And when the weeds begin to grow its like a garden full of snow.
And when the snow begins to fall its like a bird upon the fall.
And when the bird away does fly its like an eagle in the sky.
And when the sky begins to roar its like a lion at the door.
And when the door begins to crack its like a stick across your back.
And when your back begins to smart its like a penknife in your heart.
And when your heart begins to bleed, youre dead and dead and dead indeed.


Tradução:


Um homem de palavras e não de ações é como um jardim cheiode ervas daninhas.
E quando o mato começa a crescer é como um jardim cheio de neve.
E quando a neve começa a cair é como um pássaro em cima da queda.
E quando o pássaro voa é como uma águia no céu.
E quando o céu começa a rugir é como um leão na porta.
E quando a porta começa a rachar é como um pedaço de pau em toda a sua volta.
E quando a sua volta começa a pensar é como um canivete em seu coração.
E quando seu coração começa a sangrar, você está morto mortos e mortos de fato.

sábado, abril 09, 2011

Quem ri por ultimo, Rivotril.

Da porta da minha casa até a porta do táxi demora mas não me irrita. Lento, bem lento. O raciocínio diz tão devagar que deixo pra lá. As pernas estão tão devagares que deixo pra lá. Mas vou. A mala de mão pesa mas não machuca. As rodinhas da outra mala trururu, trururu. Viver agora é um embalinho de barco ou de berço. Podia enjoar mas a felicidade de agora não deixa. Felicidade é sono. O oposto de despertar. Felicidade é esse segundinho de sono entre seu sonho e algo na TV. Despertar é preciso, mas só depois. Agora embalinho de barco. As rodinhas fazem trururu, trururu. A dor está distante, em um planeta que guarda pra mim a dor. Pra depois. Por via das dúvidas, coloco outro Rivotril de 0,25mg embaixo da língua. Já tomei um bem cedo e quando chegar vou tomar outro. Somando tudo, são 0,75mg. A psiquiatra disse que posso tomar até 6mg por dia. E mais que isso? Ela muda de assunto. Mas com 0,75mg já fico bem legal. Bem legal mesmo. Pensa num dia que você tomou o vinho certo, transou com a pessoa certa e depois capotou num lençol de zilhões de fios egípcios. Atrás dos meus joelhos aquele gostosinho da fraqueza sem julgamento. Na minha nuca, o quente de algum colo que nunca vai acabar. Se o uísque é o cachorro engarrafado o Rivotril é a mãe empilulada. A mãe idealizada, claro. Mãe, não me deixe, segura na minha mão. Com 0,50mg já não sinto mais medo. Rivotril vai deixar seu cérebro musical pacas. A caixinha de música, lenta e constante. Ao invés da máquina macabra de datilografar desgraças cravadas no peito. Ao invés do vagão trem do horror passeando por baixo do esgoto e me dizendo que não tem ar, não tem ar, não cheira bem, é o fim, é ruim demais. Embalinho de barco, naninha de nenê, colo, quente, possibilidades. Demoro tanto pra falar o e-ticket que chegam os reforços. Descobriram meu segredo. Por trás dos meus cabelos rebeldes e dos meus enormes óculos de pessoa rica existe um caipira assado porque está fazendo coco sem parar de medo. De medo do quê? De ter medo. Mas de ter medo do quê? Não sei, cara. Juro. Se eu realmente precisar te responder eu diria "ir". Eu tenho medo de ir. Não acordo para o Nutre de banana e nem para o suco de laranja com gelo de água de sabe-se-lá-a-procedência. Tenho medo do gelo. Como é que fica o mundo quando destranco minha bolha? Sofrer é de uma arrogância egocêntrica sem limites. Tenho medo de dobrar a esquina de casa. Tenho medo de fazer aniversários. Tenho medo de ser adulto. Tenho medo que me magoem. Tenho medo de estarem rindo do quanto eu sou feliz quando alguém me abraça e eu me largo um pouco. Minha cabeça pesa quilos demais pro meu pescoço. Alguém por favor só me segura um pouquinho? Tenho medo de acordar. Tenho medo quando acaba a bateria do meu celular porque mexer nele me distrai de pensar como tudo é bem maluco. Estou quase dormindo, quase. Sinto uma tristeza profunda de ir. Ir é muito triste. E estou sempre indo apesar das minhas unhas desesperadas eternamente esfolando algum conforto que deixou saudades apesar de nunca ter existido. Mas o Rivotril vai comigo e daqui a pouco me traz de volta. Tenho 21 anos, sou um adulto, o cara ao lado quer me comer, a reunião é sobre um lance bem maduro. Bem de quem tem talento. Eu tenho talento. Mais um Rivotril. O restinho dos ratos gritando somem. O restinho das pombas macabras somem. O restinho dos corvos somem. Todos para longe. Lá vai o adulto que assusta. Mas assusta principalmente eu mesmo. Minha psiquiatra me disse que não sou fraco, sou humano, mas, poxa, às vezes é bem fraco ser humano. Preciso gostar dessa parte, preciso gostar dessa parte. Tirar meu sapato enfincado no meu próprio peito. O céu está bem limpo enquanto eu durmo em algum lugar bem longe de mim.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

"...mas sabes, principalmente, com uma certa misericórdia doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de repente quanto veio, ou lentamente, não importa. Só não saberás nunca que neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva."

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Everyday

Acordo ao soar de Pretty Reckless
Após cinco minutos, lá está ele de novo
A luz acesa aos meus olhos trás uma expressão fassinante!
Vejo meu reflexo por alguns instantes
Com o tempo ele some ao suor da água

O cheiro de café com shampoo dá as primeiras saudaçoes do dia,
Uma jornada exaustante começa
Muito conhecimento, Pouco armazenamento
Ao soar do sino, Um cheiro bom me aguarda.
Satisfeito e limpo, meu corpo entra em breve coma.
Pretty Reckless me chama novamente!
A jornada continua.

Relaxo a carne em grandes passos.
Tiro o pingo com a agua
Já vou indo, outro coma em cama me aguarda
Até amanha Pretty Reckless!

LookBook.nu

<!--BEGIN HYPE WIDGET--><script src="http://ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/1.4.2/jquery.min.js" type="text/javascript"></script><script src="http://lookbook.nu/look/widget/1474853.js?include=hype&size=medium&style=button&align=center"></script><div id="hype_container_1474853"></div><!--END HYPE WIDGET-->